28 de março de 2012

Relato de uma vida abstêmia


Aqui relato-me frágil, inocente e perdida. Não consigo identificar as palavras aqui redigidas, pois não creio ter tanta consciência delas.

De algum modo, aleatoriamente minha mão se move de forma involuntário expondo coisas tão intimas.

Perdi o controle da minha mente, do meu coração e cruelmente da minha vida.

Mas entenda, não é a dor que está sendo expressada aqui, talvez um pouco de aflição, mas necessariamente o que relato hoje resume-se a mudança. Mudança de estado, de espirito, de consciência e principalmente de sobriedade.

Veja bem, sou de Virgem: organizadora, perfeccionista, detalhista; Faço Design: sempre quero melhorar aquilo que vejo, sempre desenvolvo ideias para aperfeiçoar o que de fato seria impensável, mas necessário.

Tendo tal personalidade, decidi abdicar de tanto conceitualismo, e usufruir mais da vida. Necessito de liberdade, de asas e de mente ébria. Saltar por aí, como se não houvesse amanhã e com a compulsão de fazer do hoje o melhor dia. Sem ter data, hora ou coordenadas. Apenas ser livre e sinceramente ser.

18 de janeiro de 2012

- 1 dose de amnésia e 2 de desapego por favor!



Dois dedos de inocência e um copo cheio de incertezas,
Vontade de correr pra bem longe contraposta a necessidade
de ficar, erguer a cabeça e dizer que passei por cima.
Mas a parede é de concreto e não de flor.
A subida é árdua e a descida um precipício.
Me diz a quantas vais e eu direi quantos passos serão
necessários.
Me diz com quem ficas,
e eu direi o tamanho da tua dor/amor.

10 de setembro de 2011

I am delivered to Life!

Estou entregue à vida de pernas pro ar e meia calça rasgada, com arranhões espalhados pelo corpo e lapis de olho borrado. Cigarro no fim, tequila vazia e decadencias a parte. Nem sei mais quem sou, o que quero, e quem me dera soubesse decifrar minhas próprias palavras. Da purificação a qual me resguardei não restou muito, apenas o sutaque, do tipo fogo que queima e que arde.

31 de agosto de 2011

Meus, Tão Meus


Pra não dizer que não falei das flores, venho relembrar velhos amores. Meus poetas, meus pensantes, meus alcoólatras, meus ignorados, meus antecipados retardatários, meus sóbrios abstêmios e meus abdicados. De tantos que fazem parte da minha vida só não citarei os, também meus, não amados. Das variadas raras espécies dessa tão solene vida, meu jardim eles compõem, uns me propiciando sombra, outros apenas doces aromas mas todos movem-se em tempo presente, ou passado, na certeza de que são reais.

28 de agosto de 2011

"Gosto de pensar assim: se a gente faz o que manda o coração, lá na frente, tudo se explica."

Ninguém sabe o que eu vejo numa esquina vazia, ninguém sabe o que eu olho num relógio parado, ninguém sabe o que eu procuro em um hospício fechado, ninguém sabe o que eu quero em uma cama vazia, mas todo mundo sabe o que eu sinto quando fecho os olhos e penso em você.

10 de agosto de 2011

"Ele mexe Comigo... e o pior que ELE sabe..."

Abdiquei ao meu amor ingenuo, e dei lugar as risadas fora de hora. Abdiquei as madrugadas acordadas ao seu lado e dei lugar as festas abstemicas com as amigas. Abdquei o doce sabor de seu beijo pra dar lugar as guloseimas baratas do fiteiro da esquina. Era impressiontante o modo como sempre me cedia tão sem espectativas apenas para poder me surpreender no final. Finalmente abri os olhos, sem mais delongas há claramente algo que não mais serei capaz de abidcar, EU.


Ressaca

Comecei a imaginar como seriam os dias sem a ressaca matinal, se assim pode se chamar. Pensei em tantas coisas estranhas que nem denomino digno de sobriedade. Entretanto, como definição só pude imaginar aquela necessidade extrema de ficar deitado sem fazer nada, nem se quer comer, apenas findar-se quieta sem nenhuma palavra. Contraposta a ressaca alcoólica a minha vem acompanhada da clareza falha de um fracasso inexplicavel, como se algo meu houvesse sido arrancado. Sim, meus dias certamente seriam melhores, mas pra minha ressaca a unica cura é o tempo.


"Queria poder vômitar essa angustia e me livrar dessa sensação de ressaca constante que a incerteza provoca em mim..."